Início · Cirurgia do Ombro
Especialidade
O ombro é a articulação mais móvel do corpo — e por isso a mais dependente de equilíbrio entre estabilidade e movimento. O tratamento busca devolver as duas coisas.
Como conduzimos
Tendinopatias, lesões do manguito rotador, bursites e instabilidade podem produzir queixas parecidas e exigir condutas muito diferentes. A avaliação criteriosa evita tanto a cirurgia desnecessária quanto o adiamento de um tratamento que traria alívio.
O manguito rotador é o conjunto de tendões que estabiliza e movimenta o ombro. Suas lesões podem ser degenerativas, ligadas ao envelhecimento e ao uso repetitivo, ou traumáticas, após queda ou esforço. Provocam dor — em geral pior à noite e ao elevar o braço — e perda de força.
Lesões parciais e pacientes com boa função costumam responder a reabilitação dirigida, controle da dor e, quando indicado, infiltrações. O reparo artroscópico é indicado em lesões completas, sintomáticas ou com perda funcional significativa, e a reabilitação orientada é decisiva para o resultado.
A bursa subacromial é uma bolsa que reduz o atrito entre o tendão e o osso. Sua inflamação — a bursite — causa dor ao elevar o braço e desconforto noturno, e com frequência acompanha tendinopatias do manguito rotador em vez de ocorrer isoladamente.
O tratamento é, na maioria dos casos, não cirúrgico: correção dos gestos que sobrecarregam o ombro, fisioterapia dirigida, medicação e, em casos selecionados, infiltração. Investigar o que está causando a inflamação é mais importante do que tratar apenas o sintoma.
A instabilidade surge quando o ombro perde a capacidade de manter a cabeça do úmero centrada na articulação, resultando em luxações ou na sensação de que o ombro vai sair do lugar. É frequente em atletas de contato e após um primeiro episódio de luxação em pacientes jovens.
A conduta depende do número de episódios, da idade, do esporte praticado e da presença de perda óssea. Pode envolver reabilitação estruturada ou estabilização cirúrgica artroscópica; em casos com perda óssea significativa, técnicas com transferência óssea oferecem resultado mais previsível.
A artrose do ombro provoca dor e perda progressiva de movimento. A rigidez — que pode surgir após trauma, cirurgia ou de forma primária, como no ombro congelado — limita gestos simples do dia a dia, como vestir-se e alcançar objetos.
O tratamento inicial busca recuperar a mobilidade com fisioterapia e controle da dor, incluindo infiltrações quando indicadas. Nos casos avançados de artrose, a artroplastia devolve função e alívio consistente da dor.
Acompanhamento
Do controle da dor ao retorno das atividades, o seguimento é estruturado e acompanhado de perto — com equipe multiprofissional quando o caso pede.
Agendamento
A consulta é conduzida com o tempo necessário para entender sua história, examinar com atenção e construir um plano de tratamento feito para você.